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HOSPITAL DO CORAÇÃO OCTÁVIO QUÉRCIA: REFERÊNCIA REGIONAL COM QUALIDADE ABSOLUTA

O Hospital do Coração de Franca é referência em tratamento de doenças cardiológicas para pelo menos 23 cidades da região. São mais de 25 anos de história e mais de 24 mil procedimentos realizados. O atendimento especializado, fruto da qualidade de seus profissionais e dos equipamentos de última geração utilizados, faz do hospital um dos mais respeitados do interior do Estado de São Paulo.

O paciente que chega ao Hospital do Coração tem a seu dispor recursos que variam desde a primeira consulta para o tratamento até os mais complexos procedimentos cirúrgicos. Atualmente, são realizadas cerca de 320 cirurgias por esta unidade hospitalar. Cerca de 65% são intervenções para colocação de marcapasso. Desde 1988, já foram realizados mais de 5,1 mil cirurgias deste tipo. Os outros 35% se referem a operações feitas diretamente no coração – mais de 1,7 mil desde 1995 – em sua maioria para desobstrução de artérias. “Nestes casos em que trabalhamos no órgão propriamente dito, na maioria das vezes, se trata de problemas com as artérias coronárias. Mas também há casos de problemas com válvulas e congênitos”, explica Edson Alves Margarido, cardiologista responsável pelo Serviço de Cirurgia Cardíaca do hospital.

Oitenta por cento das cirurgias são fruto de um acompanhamento de sintomas que levam a um diagnóstico da necessidade. “Diria que hoje apenas um em cada cinco pacientes descobre seus problemas de uma hora para outra”, diz Margarido. O médico ainda faz um alerta: pessoas cada vez mais jovens têm apresentado problemas no coração. “Antes, os pacientes tinham 60, 70, 80 anos. Hoje, é comum encontrarmos pessoas com 40 ou 45 anos. Alguma coisa tem mudado na rotina, o estresse, o cigarro, seja o que for, e isso tem tornado mais precoces as doenças cardíacas e provocado um aumento no número de pacientes”, diz.


HEMODINÂMICA

Se o número de pacientes se amplia, a tecnologia ajuda a dar conta da demanda. O Serviço de Hemodinâmica, em funcionamento no Hospital do Coração desde 1995, auxilia no diagnóstico exato dos problemas cardíacos e, cada vez mais, tem sido também alternativa para solução. A Hemodinâmica tem sido muito bem aceita por causar menos traumas e gerar menos riscos ao paciente.

Atualmente, o Serviço de Hemodinâmica realiza, cerca de 2 mil procedimentos de diagnóstico por ano. Por meio de um corte de 2 a 3 centímetros de largura, o médico introduz um catéter (sonda de 2,7 milímetros de diâmetro), que percorre o vaso até chegar ao coração. Pelo catéter é injetado um líquido de contraste radiológico que permite visualizar, por meio de um aparelho de raio-X, os vasos e cavidades do coração. As imagens são projetadas em um monitor. O detalhamento do exame tem permitido, no Hospital do Coração de Franca, que pelo menos 20% dos casos sejam resolvidos sem uma intervenção posterior do cirurgião. “São, em sua maioria, casos que pedem uma angioplastia (dilatação do vaso por meio de um catéter-balão para correção de um estreitamento do vaso) ou a implantação de um stent (espécie de mola ou malha, na maioria de aço inoxidável, que colocado nas artérias coronárias, serve para manter as paredes do vaso afastadas entre si). Muitas vezes, isso é feito imediatamente, o que produz menos traumas e gera menos riscos ao paciente.


NOVO APARELHO

Atualmente, o Complexo Hospitalar conta com um novo aparelho de Hemodinâmica, totalmente digitalizado, aperfeiçoando a visualização dos resultados dos exames. Este aparelho foi repassado à Santa Casa pelo Governo do Estado depois de uma intermediação do deputado estadual Roberto Engler (PSDB). No antigo aparelho, a imagem passava por conversões desde sua captação até a tela do computador. Já com o novo, é muito mais fácil enxergar resultados e detalhar os diagnósticos.

Este novo equipamento tem condições de expandir a área de atuação dos diagnósticos. O antigo aparelho, com 14 anos de funcionamento, realizou quase 17 mil procedimentos, mas hoje, a tecnologia é outra e os recursos estão muito mais avançados. Este equipamento deve acarretar também uma expansão no número e nos tipos de atendimentos. Ficaram facilitados, por exemplo, os procedimentos de neuro-intervenção. A ideia é manter os dois aparelhos e, assim, aumentar a capacidade de intervenção em até 30% do movimento, dependendo também dos encaminhamentos do SUS (Sistema Único de Saúde).

 

Diretoria Técnica Hospital do Coração e Câncer: Walter Antônio de Oliveira Filho

Diretoria Clinica Hospital do Coração e Câncer: Ulisses Marquez Gianecchini

 

 

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